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BOGOTÁ muro por GUACHE

Amor, família e independência

Gabriel Arias

Delivery Execution Manager

“Uma vida plena e uma família amorosa” é como Gabriel Arias, colombiano de 59 anos, define sua situação atual. Ao lado de Maria Elena, com quem está casado há 28 anos, tiveram três filhos: Juan Pablo, Ana Maria e Felipe. O amor incondicional que une a família está construído sobre uma fundação sólida que tem a independência como um dos principais pilares. O filho mais velho, Juan Pablo, já leva seis anos vivendo na Alemanha, e o caçula, Felipe, se mudou para o Velho Mundo em agosto. Ana Maria ainda mora em casa, mas já mostrou interesse em começar um novo capítulo de sua vida na Alemanha.

Além da vontade de estar ao lado dos irmãos, há outro fator que contribui para sua ida à Europa: quando Ana Maria nasceu, há 24 anos atrás, ela foi diagnosticada com síndrome de Down. Seus pais foram pegos de surpresa, mas imediatamente buscaram apoio e orientação junto a uma fundação especializada para que assim estivessem preparados para os desafios por vir, que acabaram sendo muito menos complexos do que esperavam.

Tirando essas ocasiões, poucas foram as situações que perturbaram a vida da família. O momento mais difícil para todos foi, sem dúvida, quando aos sete anos de idade Ana Maria foi diagnosticada com uma doença cardíaca, algo comum em pessoas com síndrome de Down. Gabriel e Maria Elena se viram obrigados a tomar uma das decisões mais difíceis de suas vidas: submeter ou não a filha a uma cirurgia cardíaca. As opiniões dos médicos variavam. A menina sofria de sérias dificuldades de mobilidade por não poder mais caminhar, e suas capacidades motora e intelectual estavam sendo severamente afetadas. Os pais decidiram seguir adiante com a cirurgia, e hoje, vendo a filha caminhar por todos os lados com liberdade e independência, eles sabem que tomaram a decisão correta.

Ao sair da escola, Ana Maria aderiu a um programa na OAT Foundation (Alternativas e Apoio na Transição à Vida Adulta para Jovens com Deficiência Mental) especificamente voltado à integração no mercado de trabalho. Também trabalhou em hospitais e na Universidade de Rosario, um dos parceiros do programa, onde também assiste aulas.

Ela é muito ativa e está sempre envolvida nas diferentes atividades que propomos. Como qualquer outro jovem, ela entende perfeitamente as situações cotidianas, participa de maneira proativa, toma decisões por si mesma e tem seus próprios interesses e círculo de amizades. Ela tem suas peculiaridades, mas ocupa seu espaço na sociedade.

Ana Maria está agora aprendendo linguagem de sinais – no futuro, ela gostaria de trabalhar com crianças com deficiências auditivas e de fala –, e, a pedido seu, a família inteira está aprendendo junto.

Mas voltemos à Alemanha. Antes de mais nada, vale a pena explicar a forte ligação que a família tem com o país. A mãe de Gabriel é alemã e jamais renunciou as suas origens. O próprio Gabriel estudou e viveu na Alemanha por sete anos durante sua infância, e agora os seus filhos estão seguindo os passos do pai. Durante uma viagem ao país, visitaram um vilarejo perto de Frankfurt onde algumas famílias estabeleceram uma comunidade para pessoas com síndrome de Down. Toda a infraestrutura local gira em torno deles, e os membros da comunidade trabalham numa organização cooperativa que realiza uma variedade de trabalhos manuais. É assim que se sustentam. Tudo está dividido por cores e indicado por sinais. Os espaços são amplos, organizados e equipados com mobiliário baixo, já que pessoas com síndrome de Down tendem a ser menos altas.

Encantada com o lugar, a admiração de Ana Maria pelo país apenas cresceu. Sua família está pensando em como transformar seu sonho de viver na Alemanha em realidade, nem que seja por algum tempo. Ela gostaria de mudar-se para lá por conta própria, algo que a família também está considerando. “Sabemos que é possível para alguém com síndrome de Down viver sua vida ao máximo. É o amor e a dedicação da família que lhes permite isso. Eu estou impressionado com os esforços da SAP em promover um ambiente inclusivo para minorias sub-representadas e pessoas com necessidades especiais. Eu adoraria que a sociedade como um todo evoluísse e percebesse que só venceremos quando aprendermos a acolher as diferenças”, diz Gabriel.

Embora a SAP não possua um foco estratégico em pessoas com síndrome de Down, a visão da empresa sobre Diversidade & Inclusão busca possibilitar que todo indivíduo seja reconhecido por aquilo que tem para contribuir. Apoiar os nossos colegas que têm de lidar com esses desafios é também uma maneira de desenvolver o comprometimento da SAP com a diversidade e com ajudar o mundo a funcionar melhor e melhorar a vida das pessoas.

Endereço do grafite: Av. Carrera 7 com Rua 52 - Chapinero | Bogotá, Colômbia