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LIMA muro por SEBA CENER

Representatividade importa: por mais mulheres na tecnologia

Alejandra Garcia

Líder da SAP Mexico Business Women’s Network

Logo no primeiro dia de aula no Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, no México, Alejandra Garcia percebeu que algo estava errado. Em uma sala compartilhada entre diversos cursos de engenharia, olhou ao redor e observou que das quase 100 pessoas ali presentes, apenas 10 eram mulheres. Depois, quando a turma se separou e ficaram exclusivamentes estudantes de Engenharia de Negócios, curso que ela havia escolhido, os números se tornaram ainda mais desanimadores, e entre 40 pessoas, havia apenas duas mulheres.

Mas ela não desanimou: se aquela era a realidade que se apresentava, ia se dedicar a transformá-la. Candidatou-se a presidente acadêmica e venceu -- foi a primeira vez que uma mulher ocupou o cargo no curso. Aproveitou para organizar eventos justamente tratando de equidade de gênero no mercado da tecnologia -- algo semelhante ao que faz hoje em dia como líder da SAP Mexico Business Women’s Network, rede de colaboradoras da companhia.

Alejandra entrou na empresa em 2017 pelo SAP Presales Academy, um programa de trainee para desenvolver a carreira em pré-vendas, área em que seguiu se especializando dentro da empresa. Durante o treinamento, passou meses em escritórios dos Estados Unidos. Logo após voltar ao México, a jovem soube que a rede buscava uma nova líder.

Nunca achei que fosse ser
escolhida, afinal recém havia voltado ao país e era muito jovem

Conta ela, que à época tinha apenas 24 anos.

À frente da rede, realizou eventos dentro e fora da SAP para falar sobre o tema e estimular mulheres mais jovens a ingressarem na área de tecnologia de informação.

A discussão sobre gênero é primordial no setor.
Temos que ter espaço para expor nossas capacidades e entender que, para ter
bons resultados, é preciso diversidade

Defende a jovem. No futuro, ela planeja aprofundar cada vez mais seus conhecimentos sobre diversidade, gênero e inclusão para seguir atuando fortemente na área.

Além do preconceito de gênero, Alejandra lembra ainda de outra discriminação que pode ser comum no mundo dos negócios: a de gerações.

Muitos já acharam que eu era menos capaz por ser jovem. Mas e de onde vem a
inovação? Da diversidade. Por isso é importante ter várias gerações
representadas, temos perspectivas diferentes

É por isso que, para as jovens mulheres que desejam trabalhar com tecnologia, ela deixa seu conselho: que não tenham medo, que lembrem que são capazes e que sejam quem são. Ela defende:

Muitas vezes temos medo de parecer frágeis ou vulneráveis. Não precisamos fingir ser outra pessoa. Elas vão ser bem-sucedidas justamente por serem quem são.